quinta-feira, 10 de março de 2011

TRABALHO ACADÊMICO - PROJETO DE EDIFICAÇÃO 5 - MUSEU DE ARTE E ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA, EDIFÍCIO GUASPARI – PORTO ALEGRE, RS.

Professor Orientador deste trabalho: Arq. Paulo Cesa Filho.

          Pela importância que tem na história e por sua localização no centro da cidade de Porto Alegre, o Edificio Guaspari foi o tema da disciplina de Projeto de Edificação V da PUCRS (2009/1), com o objetivo de transformá-lo em um museu de arte e arquitetura contemporânea, anexando a ele um terreno existente nos fundos (na Rua José Montaury) e criando um volume com linguagem e formas arquitetônicas modernas que contrastassem a linguagem do antigo (Edifício Guaspari) com a do novo (prédio anexo).
A primeira impressão sobre o Guaspari foi apenas curiosidade: por qual motivo aquele prédio estava totalmente revestido com chapas metálicas? Ao iniciar uma pesquisa sobre o prédio, a dúvida se tornou maior ainda, pois a linguagem e a qualidade formal, moderna para a época em que foi construído, com traços simples e sem ornamentos, fizeram com que eu não concordasse com qualquer justificativa que fosse dada para terem revestido a edificação.


Ao analisar a fotos antigas, a edificação me pareceu semelhante a um navio transatlântico. As linhas horizontais que fazem a marcação das aberturas em fita e a clareza da composição do prédio me chamaram a atenção novamente, notando como a edificação realmente estava à frente de seu tempo.
Minha impressão sobre a semelhança do prédio a um navio cresceu ainda mais quando pesquisando em sites de busca na internet, atrás de fotos antigas, me deparei com uma imagem aérea do prédio na enchente de 1941. Eis a imagem:


Após ver a foto, encontrei textos e livros sobre a memória da arquitetura moderna em Porto Alegre, como os dos acervos de Azevedo Moura & Gertum e João Alberto Fonseca da Silva onde, em um destes, um trecho acabou me influenciando muito para a sequência do trabalho:

As imagens do momento, décadas de 30 e 40, são as melhores informações de que dispomos para traduzir estas impressões, pois assim podemos perceber estes edifícios com a força que emanavam no seu contexto de época. Como a imagem do edifício Renner tão provocadora que nos confunde a ponto de pensarmos que faz parte dos melhores exemplos europeus de uma nascente moderna arquitetura; ou a do Edifício Guaspari, numa magnífica fotografia de João Alberto Fonseca da Silva onde o edifício flutua como um barco entre ás águas da enchente de 1941."

            O trecho dizia exatamente o que vinha passando pela minha cabeça e, a partir deste momento, a idéia para o prédio anexo ao Ed. Guaspari surgiu: a forma do novo volume deveria fazer lembrar um navio flutuando sobre as águas, fazendo relação com os elementos antigos do Guaspari e com o seu entorno.



            A forma final para o volume se estabeleceu através de relações entre a intenção de fazer lembrar um navio com a relação do volume e seu entorno, através de elementos horizontais e verticais. A cada peça formadora do conjunto volumétrico final se estabeleceu uma função. O volume inclinado suspenso abrigaria um auditório, enquanto que a torre abrigaria a circulação vertical. O ângulo na qual os dois formaram, ajudaram a compor as linhas das esquadrias e também inspiraram a forma do átrio central, que aumentava a cada nível do prédio.
Assim como a busca formal, uma das iniciativas que foram tomadas foi estabelecer um percurso de museu que ligasse o Ed. Guaspari com o prédio anexo. Este percurso se estabeleceu de forma lúdica, de forma com que um átrio ligasse os dois prédios, distribuindo as obras e as atividades ao longo do percurso, além de ajudar na iluminação e na ventilação.




            No térreo, os acessos levavam ao hall, às circulações verticais, à administração e a loja e livraria.


            No segundo pavimento, o ateliê de restauração das obras, um espaço para exposições temporárias, depósito do acervo, espaço de conforto para os funcionários e a saída e acesso ao palco do auditório.

             
             O terceiro pavimento abriga o foyer para acesso ao auditório e esposições.


            O quarto e o quinto pavimento apresentam somente espaços para exposições.

           
            O sexto pavimento abriga um café e uma biblioteca.


            A seguir algumas imagens internas.


2 comentários:

Paula disse...

Meu preferido!!!
O Blog tá demais...
Te amo muito, sucesso!!!

Paula Ximenes Londero

coloradodafrontera disse...

Fala meu bruxo...Teu blog tá muito fera tchê...parabéns e sucesso meu velho.

Um abração!!!